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Música

Justiça impede Paulo Ricardo de cantar músicas do RPM

O cantor Paulo Ricardo está impedido de cantar alguns dos maiores sucessos da banda RPM, por decisão da justiça.

Paulo Ricardo
Justiça impediu Paulo Ricardo de cantar alguns dos maiores sucessos do RPM (Foto: Reprodução Instagram)

Ex-parceiros do RPM abriram processo contra o cantor e vocalista da banda

O cantor Paulo Ricardo não pode cantar alguns dos maiores sucessos do RPM, como Loiras Geladas e Olhar 43, nos seus show atuais.

Isto porque a Justiça de São Paulo proibiu o cantor de explorar comercialmente as músicas da banda RPM, bem como usar tal marca.

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Os demais integrantes do RPM, Fernando Deluqui, Luiz Schiavon e Paulo Pagni (falecido em 2019) abriram então o processo.

Paulo Ricardo vai recorrer da decisão da juíza Elaine Faria Evaristo, da 20ª Vara Cível de São Paulo.

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A sentença determina que Paulo Ricardo só execute ou grave músicas do RPM após autorização expressa de Schiavon, tecladista da banda e também coautor das composições.

Em 2007 os integrantes do RPM assinaram um contrato, no qual se comprometeram a não explorar individualmente o nome da banda.

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Paulo Ricardo então registrou a marca no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) como propriedade dos quatro.

Os três colegas descobriram que Paulo Ricardo registrou a marca no nome dele apenas. Por isso Fernando, Luiz e Paulo acusaram o ex-parceiro de má fé.Paulo Ricardo então avisou que não faria mais shows ao lado dos parceiros.

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A partir daí o processo teve início. Assim, por decisão da justiça o vocalista terá de pagar R$ 112 mil, mais juros e correção, aos outros três membros do RPM.

Paulo Ricardo se pronunciou em sua defesa no processo, e argumentou sobre seu papel na banda.

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“Na verdade, o processo apenas revela o escuso intuito de monopolizar as canções que foram compostas por Paulo Ricardo, de arrancar-lhe à força a possibilidade de se expressar artisticamente, quase que em um ato de censura”, diz um trecho da defesa.

“Uma realidade é inegável: o que conferiu projeção à banda no âmbito nacional e que tornou conhecidas as músicas foram a voz e a personalidade do Paulo Ricardo”, complementa a defesa do cantor.

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O RPM não toca nos palcos desde o ano de 2017, quando se separaram e por consequência iniciaram a briga na justiça.

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