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Amora Mautner: a dona do jogo

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Diretora de Núcleo de A Regra do Jogo e uma das mulheres mais brilhantes e cheias de vida da TV, Amora Mautner abre seu coração em entrevista exclusiva à MINHA NOVELA

Nesta edição, em que homenageamos o Dia Internacional da Mulher, ninguém melhor para representar o poder feminino nos tempos atuais do que Amora Mautner. Aos 40 anos, a Diretora de Núcleo de A Regra do Jogo ocupa um posto até pouco tempo dominado por homens, no qual, além de muito talento, empresta boas doses de charme. Em entrevista exclusiva, Amora fala sobre sua profissão, beleza, vaidades e muito mais. Conheça melhor essa que é a verdadeira dona do jogo!

Qual é a sua avaliação sobre a caixa cênica de A Regra do Jogo? Fez alguma mudança estrutural nesse tempo? 
Minha avaliação é de que fomos muito bem-sucedidos com a caixa cênica. Mesmo que esse ganho não seja perceptível aos olhos do público, posso garantir que o processo foi fundamental para melhorar a performance dos atores e a relação deles com as equipes de produção. Não ter boca de cena, por exemplo, nos permitiu uma liberdade na hora de gravar que deixou o texto do João Emanuel ainda mais natural.

Rola uma autocobrança em relação a briga pela audiência?
É claro que não vou pautar meu trabalho nem o meu envolvimento apenas por números. Mas a audiência é, sim, uma preocupação para quem faz televisão. E eu sou muito autocrítica, além de exigente. Quem não gosta de comemorar um bom desempenho? Mas o que me estimula é a relevância do que estou fazendo. E essa novela me deixou muito satisfeita. O João Emanuel Carneiro é um autor genial. Estou cercada por uma equipe que eu mesma escolhi e pude contar com um elenco maravilhoso.  
 
 
Oscar Wilde dizia que “a cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre”. Concorda com isso? Acha que temos vivido uma era de mediocridade?
Acredito que estamos vivendo uma era de mudanças. Um período complicado, com muitas mudanças, rapidez nos acontecimentos e fatos novos para os quais não temos referências. Falando sobre a tv, que é a minha praia, saímos do preto e branco para a cor. Um marco. Agora, do analógico para o digital. Outro momento importante. Estamos redesenhando os moldes de produção de conteúdo, de distribuição etc. Sou a favor da ousadia, da inovação. Mas entendo que, em alguns momentos, o perfil mais conversador se faz necessário até por uma questão de sobrevivência.
Como lida com as criticas? 
A maturidade ajuda muito a me relacionar de forma mais saudável com as críticas. Acredito muito no que faço, por isso, a crítica precisa ter consistência. Mas respeito muito a opinião do outro. Até porque ela pode ser melhor do que a minha e não tenho a arrogância de ter que fazer valer a minha vontade o tempo todo.   
O que acha que faltou para A Regra do Jogo realmente tomar o público de assalto, já que é uma novela esteticamente, tecnicamente e dramaturgicamente impecável?
Sempre acreditei na história do João. Como disse, acho que ele é um gênio, um dos melhores autores que temos na TV hoje em dia. Os números crescentes que estamos atingindo são uma prova disso e essa curva ascendente é uma realidade desde a estreia. Há uma grande repercussão da história, tanto em relação ao público quanto à imprensa.
 
Acha que está sobrando violência e faltando romantismo em nossas novelas atuais?
Cada história tem seus ingredientes e cada autor sabe a dosagem exata para tornar suas tramas mais saborosas, interessantes. Sou muito fã dos nossos autores. E honestamente sinto que sou uma privilegiada em poder trabalhar com esses gênios.
 
Em uma entrevista Giovanna Antonelli disse o seguinte: “A gente se inspira em pessoas que a gente admira. Admiro muito a Amora, é uma pessoa muito inteligente, muito rápida e ela fala coisas maravilhosas que às vezes eu roubo pra Atena, eu anoto e falo “Amora, roubei tá? (risos)”. Como é assistir uma interpretação com seus trejeitos e frases que costuma dizer?
Eu me divirto demais. No começo das gravações, eu me pegava gargalhando durante os ensaios. Eu estava me vendo, me ouvindo… Vivia brincando: depois de Atena ter dito isso, como eu vou repetir daqui para a frente? Ainda teve a ajuda da caracterização! Aliás, o encontro com Giovanna foi uma das coisas mais especiais desta novela. Quero levá-la comigo para muitos outros trabalhos, assim como outros atores que eu já admirava à distância e pude encontrar agora.
Susana Vieira é outra que disse que está adorando ser dirigida por você. E ela tem uma personalidade forte. Como é o encontro das duas no set?
Uma explosão de energia. Aprendo muito com os atores e a com a Susana a troca é ainda mais especial. Conversar com a Susana é conhecer a história da tv brasileira. Ela é uma rainha em cena.   

Mexe com o seu ego ser diretora de núcleo no horário nobre da Globo? E como é reinar em um ambiente até pouco tempo quase que totalmente masculino? 
Não é o cargo em si que me orgulha. Mas a trajetória que segui. Entrei na Globo muito jovem, rompi várias barreiras e comecei como assistente de direção. Tive que mostrar que sabia fazer aquilo que eu queria fazer. Nunca me senti desestimulada. Cada degrau que eu subia me fazia ter mais vontade de continuar caminhando.

Há pouco tempo saiu em uma coluna que você teria dito num salão de beleza que nunca mais faria novela das 9. Esta informação procede? 
É bom falar sobre isso. Tenho muita vontade de voltar a estudar, até mesmo de cursar uma faculdade. Conciliar a direção de uma novela com qualquer outra atividade é humanamente impossível. Mas esse é apenas um desejo. Eu amo fazer novela. É isso que me deixa feliz. É quase um vício. Então, a verdade é que eu estou muito longe de deixar de dirigir novela.
O horário das 11 da Rede Globo tem sido tomado por produções marcadas pela ousadia, permite temas mais fortes, sem tanta patrulha e com mais liberdade. E foi divulgado que você seria a diretora de uma novela de Euclydes Marinho para às 23h. É verdade? O horário lhe interessa? 
Não é o horário em si que me atrai, mas um conjunto de coisas como o texto, o elenco, a equipe… Tenho sim esse projeto com o Euclydes, que é um autor brilhante. Mas ainda não há uma definição sobe o que está por vir.  Não tenho dúvidas de que grandes surpresas me agradam.
 
Seu trabalho como diretora é tão intenso, cinematográfico mesmo. Nunca desejou se aventurar no cinema? 
Claro que sim e já existe uma paquera. Mas até que a novela termine, estou totalmente envolvida com A Regra do Jogo.
 
Quem são suas principais influências artísticas? 
Amo o cinema argentino e sou muito fã, atualmente, dos seriados americanos.  
 
Qual seria a principal marca da grife Amora Mautner diretora? 
A organicidade. Cada vez mais dirijo atores que não interpretam, mas que sentem o texto da forma mais natural possível. Todos os meus esforços caminham para este objetivo e a caixa cênica é a concretização desta forma de pensar, agir, sentir e dirigir.
 
Como seu pai influenciou na sua carreira?
Com o meu pai aprendi a ser livre. E a liberdade é o primeiro estágio da criação.  
 
Nunca pensou em investir na carreira musical, como ele?
Nunca pensei! Risos…
 
Segundo Alfred Hitchcock, “atores são gados”. Você declarou na coletiva de A Regra do Jogo que ama atores. Mas acha que eles realmente precisam de uma mão dura para não saírem da “manada”? 
Já pensei assim. Mas hoje passo longe disso. Ator precisa de diretor, um diretor que troque com ele, que o oriente, que o proteja. Um ator não precisa de uma mão dura, precisa de parceria, de cuidado e segurança.  
Dos trabalhos que você realizou até hoje, qual foi o mais desafiador? Por quê?
Todos foram muito desafiadores, por diferentes razões. Mas acho que o primeiro deles, quando comecei a dirigir de fato, em O Cravo e A Rosa. Ali eu precisei mostrar que eu não estava brincando, que eu sabia onde estava e o que estava fazendo.
Que novela gostaria de ter dirigido? 
Sou muito feliz com os trabalhos que reuni. Mas amo os textos épicos e as obras mais grandiosas, isso é um deleite para um diretor. Fazer aquelas sequências lindas, longas… Quem sabe eles não estão nos meus projetos futuros?
 
Nunca desejou mudar de lado e escrever? 
Escrever algo para tv? Não, não tenho essa pretensão. Mas a escrita me agrada, me faz bem. Acho que curtiria escrever crônicas, por exemplo.  
Em 1991, você fez parte do elenco de Vamp e, depois, não atuou mais em novelas. Por quê?
Porque eu não nasci para isso! Detestei estar do outro lado. Estava louca para que a personagem morresse, rsrs. Resolvi fazer esse papel porque precisava trabalhar. Mas foi uma experiência única, que nunca mais iria se repetir. O que eu sei fazer e que me dá um imenso prazer é dirigir. É essa troca com os atores, com a equipe, fazer a energia do set se movimentar.   
Como é sua relação com o público que são seus fãs? 
Percebo que essa relação existe muito mais em torno do meu trabalho. Outro dia eu soube que falaram de mim num curso de cinema. Isso me deixa lisonjeada. É bom saber que o que a gente faz, com tanta dedicação, carinho e energia, é reconhecido. Não tenho uma relação com o público nos moldes que uma atriz estabelece, por exemplo. Não sou abordada nas ruas a ponto de não conseguir sair para jantar com amigos.    
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Você usa bastante o Instagram e costuma responder a galera que fala. Curte redes sociais?
Curto sim. Acredito nesse caminho como forma de nos aproximarmos das pessoas que consomem o nosso trabalho, que gostam do que a gente faz. É um canal direto, cuja troca pode (se for usado com equilíbrio) muito produtiva.  

Você é conhecida por ter pulso firme no trabalho, em casa com pequena Julia, como funciona? Também é durona? 

Já fui beeem mais durona no trabalho. Com a idade (risos), estou cada vez mais me distanciando disso. Mas parte da minha família é austríaca e isso fez parte da minha formação. Sou exigente. Mas Julia é uma filha maravilhosa, parceira, linda e inteligente.  

Você tem aquele momento mulherzinha? É vaidosa em que nível? 
Sou muito vaidosa. E no vejo nenhum problema em dizer isso para as pessoas. Gosto de me cuidar, de se sentir bem, bonita.

A chegada dos 40 anos mudou alguma coisa na sua maneira de ver a vida, o trabalho…? 
Sim, claro. Como eu disse, tenho deixado para trás o peso da rigidez sem abrir mão da exigência pela qualidade.
Nos cuidados com a beleza, quais são as suas prioridades? 
Sou daquelas que adoras as novidades de maquiagem e dos produtos para o cabelo. Sou cuidadosa com a minha pele e com a alimentação. A minha rotina de trabalho é pesada, principalmente quando estou com uma novela no ar. E isso exige que eu respeite os limites do meu corpo. Por isso, uma das prioridades é dormir bem, mesmo que seja por menos tempo do que eu gostaria.
 
Você tem um corpaço. Sobra tempo pra malhar? O que curte fazer? 
Não tenho tempo para malhar. O tempo que me sobra dedico à minha família, especialmente à minha filha, e gasto com os meus filmes e as minhas séries. Já virou parte da minha rotina esse hábito de estar sempre assistindo coisas novas ou algo que eu curta. E quando isso acontece, eu vejo duas, três, quatro… Dez vezes!
 
Com essa vida corrida que você tem como faz pra namorar?
Quando a gente quer, a gente arruma um jeito. Mas é complicado conciliar a rotina de uma novela das nove com todo o resto. São muitas frentes de gravação, reuniões, capítulos para editar… Mas como é isso que me faz feliz, preciso arrumar o meu jeito de fazer as coisas darem certo. Até agora, tenho conseguido…
 
Você parte para a conquista ou prefere ser conquistada?
Não tem fórmula. Depende de cada relação, dependo do interesse, do quanto as pessoas estão disponíveis….
 
Reza lenda que as mulheres poderosas assustam os homens? Procede?
Sim, isso não é lenda. Até que a primeira impressão seja superada, muita gente já desistiu de se aproximar.
 
Como você lida com a sua sensualidade? 
Com naturalidade. Foi assim que eu aprendi a ser, e é desta forma que eu acredito que alguém posa manter uma relação saudável consigo mesmo. Deve ser horrível um dia você se olhar no espelho e não se reconhecer ou não gostar do que está vendo. Não dá para ser sensual e conquistar o outro se a gente não se aprova.
Você é controladora ou gastadeira? 
Eu já fui gastadeira, mas hoje sou mais controlada porque não cuido mais sozinha do meu dinheiro. Mas tenho os meus momentos de cometer pequenos excessos.   
 
Você parece ser muito antenada com a moda. É verdade?
Sim, verdade. Eu gosto de me informar e acabo circulando muito por este mercado. Sou muito ligada à arte e à estética em tudo o que faço. A moda e a tv conversam o tempo todo.
 
Já realizou todos os seus sonhos de consumo? 
Nunca pensei!
 
O que te desestabiliza? 
Passei por uma experiência muito ruim que só reafirmou um antigo sentimento de que quando a acusação é injusta, o dano é muito doloroso.    
 
Como carioca da gema, como vê essa violência horrível tomando conta da nossa cidade? Você é otimista, acredita que possa melhorar? 
Sou realista, mas não abro mão do otimismo. Olho para a vida esperando o que ela tem de melhor. Quando isso não acontece, paciência. Claro que a violência não deveria mais ser mais adiada nas prioridades governamentais. Mas eu não sou dessas que desiste fácil. Eu amo o Rio. Nasci aqui e vivo nesta cidade. Não consigo me imaginar abandonando o barco.
 
Mais uma vez lembrando Wilde, ele dizia que “pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal!” Você demonstra ser extremamente sincera. Já se arrependeu alguma vez disso?
Claro! Acho que o grande barato é a gente aprender com o que nos faz mal. E em muitos momentos sei que o exagero não faz bem nem para quem fala nem para quem ouve. Então, para quê?
 
Todas as perguntas merecem respostas? 
Sim!
 
Que avaliação você faz de 2015 e o que espera de 2016? 
2015 foi um ano de muito trabalho e muitas conquistas. 2016 está sendo o ano de muitas expectativas, por enquanto!
 
Pra finalizar, qual é a regra do seu jogo? 
Sou intensa, sou livre, erro e acerto. A regra é não me perder no meio deste caminho.

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