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Alexandre Nero acredita que o ser humano, em sua essência, é dúbio: “Somos milhões de pessoas em uma só”

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Mocinho ou vilão? O ator confunde mais uma vez o público com seu personagem em Onde Nascem os Fortes

Parece que virou especialidade de Alexandre Nero interpretar personagens dúbios. Depois de dar vida ao Comendador José Alfredo, em Império (2014), e ao vereador Romero Rômulo, em A Regra do Jogo (2015), o ator promete confundir o público com seu novo papel: o Rei do Sertão, Pedro Gouveia, de Onde Nascem os Fortes. “As pessoas chegam para mim e dizem: ‘Ah, Nero, você só faz personagens que a gente nunca sabe o que são de verdade’. Eu acho que todo mundo é dúbio, triplo ou quádruplo: nós somos milhões de pessoas em uma só. Estou até com saudade de fazer teatro infantil (risos). No infantil, o bom é bom e o vilão é vilão. Em produções para adultos, dá para brincar mais com as várias facetas de um personagem. Ninguém é 100% bom e nem 100% mau”, explica. “Quando existe uma história mais complexa e mais adulta, é sempre mais difícil para o ator, para o autor, para o público, e eu acho que essa é a graça”, acredita.

Nero ainda grava a supersérie no sertão da Paraíba e sofre de saudades da esposa, Karen, que está grávida, e do filho, Noa, de 2 anos. “Estar longe deles é a parte mais difícil!” Foto: Instagram

 

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VILÃO X MOCINHO

A trama da nova supersérie da Globo gira em torno do sumiço de Nonato (Marco Pigossi). Ele desaparece depois de uma briga com Pedro Gouveia, que é apontado como o principal culpado. Afinal, ele matou Nonato? Nonato está vivo? Nero desconversa. “Qualquer coisa que eu diga, estou revelando a história, estou dando spoiller. É a mesma coisa que dizer, na fila do cinema, que o cara morre no final do filme (risos)”, brinca. Apesar de não dar detalhes da trama, o curitibano adianta que, para ele, seu personagem é um vilão. “O José Luiz Villamarin (diretor artístico da supersérie) diz que não. Mas eu acho que sim, que ele é um sacana. Pedro é um homem típico de sua região: um cara muito machista, poderoso e, dentro desse universo, é um vilão. Não diria que é um mau-caráter, que passa a perna nas pessoas, que assassinaria facilmente. Eu defendo a ideia de que qualquer pessoa pode matar alguém, para defender um filho ou algo assim, então, qualquer um pode fazer tudo, por mais absurdo que seja”, avalia o aquariano, que aponta a maior complexidade em interpretar  um homem tão diferente dele. “A parte mais difícil é sempre me tornar um cara rico, porque nunca tive essa experiência (risos)”, ironiza.

A família Gouveia: Aurora (Lara Tremouroux), Pedro, Rosinete (Debora Bloch) e Hermano (Gabriel Leone). Globo

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RELACIONAMENTOS

Outro dilema na vida de Pedro é o casamento instável com Rosinete (Debora Bloch) e o caso extraconjugal com Joana (Maeve Jinkings).  “Ele se desentende com a mulher o tempo inteiro, ambos têm problemas sexuais, e Joana é bonita, fogosa. Por que ele não se separa? Se fosse fácil todo mundo separava. É complexo!”, diz. “O perdão é necessário. Pedro não vai embora só pelos filhos, mas por ele mesmo. Você não casa com alguém por casar, casa porque ama. Acho, inclusive, que as pessoas não deixam de se amar. É claro que os envolvimentos mudam, mas enquanto você está com aquela pessoa, espera que tudo possa recomeçar e, às vezes, recomeça mesmo”, diz.

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Com Lilia Cabral em Império. O Comendador foi um sucesso. “Foi um fenômeno, me sinto honrado”, diz. Foto: Globo

 

SEM GRILOS

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O paranaense reconhece que, por ser um nordestino poderoso, muita gente irá relacionar Pedro com José Alfredo. “É óbvio que irão comparar. Mas não vejo problema nisso, é inevitável. Mas o Pedro é muito mais bem-humorado, potente, forte”, frisa. Em Império, Alexandre Nero mexeu muito com o imaginário das mulheres, mas, dessa vez, ele acredita que vai ser diferente. “Pedro não é um sedutor. Se bem que eu não achava que o Comendador fosse também. Já o Romero Rômulo era um sedutor de padaria, ruim, mas era”, gargalha o ator, que já está escalado para o Sétimo Guardião, novela das 9, de Aguinaldo Silva, que entrará no ar depois de Segundo Sol, trama de João Emanuel Carneiro, a substituta de O Outro Lado do Paraíso. “Espero que esse personagem seja bem diferente ds meus anteriores. Louro, olho azul, 1,90m e um porte bem atlético (risos)”, diverte-se.

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