Paulo Marinho sobre Bolsonaro: homofóbico, detesta mulheres e não sabe agradecer

Suplente do Senador Flávio Bolsonaro no RJ contou detalhes do convívio com o presidente

Bruno Silva Publicado segunda 18 maio, 2020

Suplente do Senador Flávio Bolsonaro no RJ contou detalhes do convívio com o presidente
Paulo Marinho (esq) em registro com o presidente Jair Bolsonaro (cent) e o filho André Marinho (dir) e - Reprodução Twitter
Gostou dessa? Clica aqui

O empresário Paulo Marinho está no centro dos holofotes, após ter declarado que a Polícia Federal avisou antecipadamente ao Senador Flávio Bolsonaro sobre investigação em cima do nome do seu ex-assessor. As declarações de um ex-apoiador do presidente Jair Bolsonaro caíram como uma bomba e complicaram ainda mais a defesa do presidente de que não queria interferir no comando da Polícia Federal.

Depois do depoimento do atual diretor executivo Carlos Henrique Oliveira, que confirmou que a instituição abriu sim investigação contra o Senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, as declarações de Paulo Marinho trazem mais informações relevantes à ao inquérito que está sendo conduzido pelo STF.

Em entrevista à colunista Mônica Bergamo, Paulo Marinho contou ainda mais detalhes da intimidade de Jair Bolsonaro. Ele não poupou palavras.

"As piadas eram sempre homofóbicas. Os asseclas riam, mas elas não tinham nenhuma graça. E, no final, ele realmente despreza o ser feminino. Tratava as mulheres como um ser inferior. Não tinha uma mulher na campanha dele. Nunca houve. Eu olhava o capitão, com aquele jeito tosco dele, e algumas coisas me chamavam a atenção. Por exemplo: ele era incapaz de agradecer às pessoas. Chegava uma empregada minha, servia a ele um café, um assistente entregava um papel, e ele nunca dizia um obrigado", revelou Paulo Marinho.

Último acesso: 06 Jun 2020 - 09:56:50 (1052159).